sábado, 2 de novembro de 2013

Sonhos

Quase nunca lembro dos meus sonhos.
Minha noite costuma ser tão tranquila que parece que nunca sonho, mesmo sabendo que isso é impossível, seria muito fácil acreditar, tamanho é o silencio e o mergulho no meu sono.
Entretanto, nas duas últimas noites recebi mensagens.  Não ousaria sequer falar de sonho, pois o que vi eram mensagens de e-mail chegando, com cartas de tarô ou de baralho, não sei.
Em uma você me avisava que estava no estacionamento da casa dos meus pais, mas mandava a foto de uma mulher de braços abertos posando para foto nesse lugar.
Em outra carta mensagem vinha sua mão com uma aliança negra, que não sei, mas lembrei logo do anel de Tucum.
Hoje outro sonho, uma passarela por cima da água e muitos animais nesse rio.  Um tentava me picar, mas eu não tinha medo e isso o deixava hipnotizado, surpreso com a minha ousadia.  A minha coragem vinha da minha altura, eu era muito grande nesse sonho. Continuei caminhando, gostava muito de ver o desespero dos animais e imaginar que eram tantos, lindos, mas seguiam perdendo tempo tentando me acalçar, coisa que eles nunca conseguiriam.  Estava muito divertido para mim.  Você seguia o caminho, mas no sonho era baixo demais para ficar fora do alcance dos animais e era constantemente picado, mordido, arranhado. Terminou o caminho fraco e doente dias depois.  Acordei no momento em que eu, surpresa com tudo que você tinha passado, reclamava que você escolheu o caminho errado, que deveria ter ido por cima ou usado uma roupa de proteção.  Sua resposta foi a mais triste de todas: as pessoas queriam que eu passasse por aqui.
Acordei menstruada.  Considerei o início de um novo ciclo.
Sei que em um forte encontro, se alguma reação ocorre, acontece a transformação.


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