Querida E.,
estou escrevendo da minha sala fria, pensando o quanto essa casa é florida, colorida, cheirosa e como eu consegui criar algo tão grande em tão pouco tempo. O tempo não é nada.
Eu tinha uma xícara de chá ao lado, numa mesa. Parecia uma cena que eu já tinha vivido, mas nada era meu e agora é, e seu também, sem você ainda ter aparecido para mim. Minha mãe viu. Como sempre, ela viu. Você está tão presente que posso falar para você esperar um pouco mais.
Talvez eu tenha que te falar sobre impermanência, sobre fluir continuamente, diluir-se, até não sobrar nada, novamente. Quem sabe acordar do sonho que não sabemos se é bom?
Despertar é experimentar o mundo real, que é sagrado e indestrutível.
Matei o blog.
Salvei alguns posts. Algo sempre sobrevive.
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